Física
Agressões, empurrões, brigas e qualquer ação que machuque o corpo, entre alunos ou vinda de adultos.
ProfessoraMestra em Educação
Lícia Viana
Palestras, formação de professores e orientação a famílias, com mais de 30 anos dedicados à educação pública, mestrado pela UNEB e especialização em violência doméstica contra crianças e adolescentes.
35+
anos dedicados à educação pública
3
especializações, incluindo violência doméstica contra crianças
7
escolas e órgãos públicos de proteção onde atuou
2
livros publicados sobre violência e memória
1991
primeira turma como professora
Sobre mim
Sou professora, mestra e pesquisadora. Minha trajetória foi construída dentro da escola pública de Salvador e Lauro de Freitas, em salas de aula, na Educação de Jovens e Adultos, no Conselho Tutelar e, hoje, na gestão escolar.
Minha área de atuação é a violência na escola, com foco em prevenção e intervenção. Não apenas no sentido disciplinar, mas humano, afetivo e ético. Aprendi com os meus alunos que a criança não chega sozinha à escola: chega com a casa, a rua e as dores que ninguém viu.
Transformei essas vivências em pesquisa, e a pesquisa em ação. Hoje levo esse conhecimento a escolas, professores e famílias, online e presencialmente, para que a violência seja percebida a tempo e enfrentada com responsabilidade.
Nós, professores, somos o segundo relacionamento mais importante dos nossos alunos.
Lícia Viana
Onde tudo começou
Há cerca de trinta anos, numa escola pública do bairro de Portão, em Lauro de Freitas, Lícia dava aulas para dez turmas. Sem livro didático para a disciplina, levava para a sala debates sobre valores, respeito e pensamento crítico. Foi ali que começou a enxergar a violência que ninguém via: a gozação na fila da merenda, as brigas, o aluno que os colegas queriam ver expulso.
Na aula dela, esse menino ficava quieto. Ela o chamou para conversar e ouviu o pedido: uma lupa. Com a lupa nas mãos, ele contou. Em casa, o pai, dependente de álcool, agredia a mãe, as irmãs e ele.
A escola chamou a família, o pai foi encaminhado aos Alcoólicos Anônimos e o menino se transformou. Aquilo acendeu uma luz: Lícia foi buscar a especialização em violência doméstica contra crianças e adolescentes, e nunca mais parou de estudar o tema.
Enxergaro comportamento como sinal, não só como indisciplina.
Escutarcom tempo, cuidado e sem julgamento.
Encaminharenvolvendo família, escola e rede de proteção.
Dessa memória nasceu o Omari, o Garoto da Lupa, personagem da HQ criada por Lícia.
O problema
É um fenômeno complexo, resultado de uma teia de situações que vêm de fora. Ela afeta o aprendizado, o bem-estar e a convivência, e muitas vezes não é percebida a tempo. Compreender suas formas é o primeiro passo para prevenir.
Agressões, empurrões, brigas e qualquer ação que machuque o corpo, entre alunos ou vinda de adultos.
Apelidos, xingamentos, ameaças e humilhações que se repetem e passam a parecer “brincadeira”.
Exclusão, intimidação, chantagem e desprezo, que ferem a autoestima e quase nunca deixam marca visível.
Exposição, ataques e perseguição pelas redes e grupos de mensagem, que seguem o aluno até dentro de casa.
Quando a própria estrutura falha: omissão, descaso, regras injustas ou a falta de preparo para acolher.
Os efeitos atingem toda a comunidade escolar, não só quem sofre a agressão.
Fique atento
Nenhum sinal, sozinho, é prova de nada. Mas mudanças de comportamento merecem um olhar cuidadoso de professores e famílias.
A criança perde o brilho, chora com facilidade ou parece sempre distante.
Isola-se no recreio, evita grupos e atividades que antes gostava.
Queda brusca de rendimento, sono, esquecimentos e desinteresse.
Muitas vezes a criança repete com os colegas a violência que vive em casa.
Para quem
Atendimento online e presencial para pais, professores e instituições que enfrentam a violência e os conflitos familiares no dia a dia.
Palestras, formações e consultoria para construir um ambiente escolar mais seguro, com plano de ação e acompanhamento.
Preparo para identificar sinais, mediar conflitos em sala e agir com segurança diante de casos de violência.
Orientação para conflitos em casa, limites com afeto e uma relação mais próxima e parceira com a escola.
Oficinas e encontros para ONGs, igrejas, associações e projetos que atendem crianças, adolescentes e famílias.
Atuação
Toque em um card para ver como cada serviço funciona.
Palestras
Os temas podem ser combinados e adaptados ao público. Também é possível montar uma palestra sob medida a partir do que a sua escola está vivendo.
Modalidades
O mesmo cuidado em qualquer formato. Você escolhe o que funciona melhor para a sua escola ou para a sua família.
Por videochamada, para qualquer cidade do Brasil.
Em Salvador, Lauro de Freitas e Região Metropolitana. Outras cidades sob consulta.
Metodologia
Nas consultorias, o trabalho segue um caminho claro, construído junto com a equipe da escola.
Leitura da realidade da escola, do público e das ocorrências.
Professores, gestão e funcionários falam do que vivem no dia a dia.
Identificação de onde, como e com quem os conflitos acontecem.
Metas e ações definidas com a equipe, não impostas de fora.
Formações, oficinas e mediação, com presença ao longo do processo.
O que mudou no clima, nas ocorrências e nas relações.
Registro final com orientações permanentes para a escola seguir.
Publicações
Pesquisa e memória em forma de livro: a violência que a escola precisa enxergar e a história de uma mulher que não se calou.
Um olhar direto sobre a violência que acontece no pátio, na sala e nos corredores, e que tantas vezes passa despercebida. Escrito por quem viveu a escola pública por dentro, como professora, pesquisadora e gestora.
Quero o livro
A história de Dona Mercedes, mãe de Lícia, liderança que lutou pelos direitos da comunidade do Jardim Independência na década de 70. Escrito em parceria com a pedagoga, poetisa e mestra Ladjane Alves Sousa.
Conhecer a históriaUma história que vem de casa
Mercedes do Espírito Santo foi atrás, não se intimidou e fez acontecer. Na década de 70, lutou pelos direitos da comunidade do Jardim Independência. O pai de Lícia não deixava a esposa estudar, e foi para ajudar a mãe a realizar o sonho de ser professora que Lícia entrou na faculdade de Letras.
As duas se formaram juntas: Mercedes aos 48 anos, Lícia aos 22. A luta da mãe virou livro, e a mensagem dela segue viva no trabalho da filha: por uma sociedade com menos desigualdade, injustiça e preconceito.
27 de setembro de 2022
Lançamento do livro na Casa do Benin, no Pelourinho, em Salvador, a convite do projeto Arvorecer. “Um dia marcado na lembrança.”



Trajetória
Da sala de aula ao Conselho Tutelar, da pesquisa à gestão escolar. Dados do Currículo Lattes.
Primeira graduação, pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).
Professora no Colégio Magalhães Neto e, a partir de 1992, nas escolas municipais Eurides Sant’Anna e Manuel Lisboa, nesta última na Educação de Jovens e Adultos.
Professora e assistente no Projeto CAIC Lazer Cidadão, em Lauro de Freitas, e na EJA da Escola Municipal Dra. Cecy Andrade.
Colaboradora do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), na Câmara Técnica, até 2008.
Primeira suplente no Conselho Tutelar VIII, em Cajazeiras, Salvador. Ao mesmo tempo, leciona EJA e Telecurso 2000 na Escola Municipal de São Cristóvão.
Conclui a especialização em Prevenção e Intervenção na Violência Doméstica (CETEAD/UNEB) e cursa formações para monitores na erradicação da violência e no Comitê Internacional de Segurança de Salvador.
Pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), com estudo sobre novas tecnologias no ensino de Língua Portuguesa.
Estudo de caso sobre violência na Escola Municipal Teodoro Sampaio, apresentado no Congresso Nacional de Educação, em Natal.
Dissertação “Um estudo sobre gestão e violência na Escola Municipal Teodoro Sampaio”. No mesmo ano, conclui especialização na UFBA.
Assume a vice-gestão da Escola Municipal Comunitária de Canabrava, em Salvador, e lança o livro sobre a mãe na Casa do Benin.
Publica pela Editora CRV o livro sobre a violência nas escolas e segue com palestras, lives e participações em podcasts.
Formação acadêmica
Universidade do Estado da Bahia (UNEB) · 2015–2017
Pesquisa sobre gestão e violência na escola, orientada pela Profa. Patrícia Lessa Santos Costa. Integrou grupo de pesquisa em Educação, Tecnologias, Vulnerabilidades e Políticas Sociais.
CETEAD, vinculado à UNEB · 2003–2004
Universidade Federal da Bahia (UFBA) · 2016–2017
IEBCFAC, Candeias · 2021
Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) · 2005–2008
Universidade do Estado da Bahia (UNEB) · 1984–1986
Para conhecer de perto
Entrou na faculdade de Letras para ajudar a mãe a realizar o sonho de ser professora.
Formou-se junto com a mãe: Dona Mercedes tinha 48 anos, e ela, 22.
Foi conselheira tutelar suplente em Cajazeiras, Salvador.
Já entrevistou presidiárias e se deparou com uma realidade escondida da sociedade.
Também é formada em análise química.
Galeria
Toque em uma foto para ampliar.
Registros reais
Momentos de sala de aula compartilhados por Lícia no Instagram. É desse chão de escola que vêm os exemplos das palestras e das formações.
Ver mais no InstagramConteúdo e participações
Conteúdos gratuitos para professores e famílias no canal do YouTube, e participações em podcasts, lives e congressos.
Podcast P4D · 2024
Live no Instagram · 2024
PodQuatro · 2021
CONEDU · Natal · 2016
Conferência · 2016
Conferência · 2003
Projetos educativos
Além da sala de aula, Lícia cria materiais ilustrados que levam informação de forma acessível para crianças e famílias.
História em quadrinhos
Uma HQ inspirada na história real que mudou a vida da Lícia: a do aluno que só conseguiu contar o que vivia em casa quando ganhou uma lupa.
Cartilhas
Materiais ilustrados que explicam a fibromialgia de forma clara e acolhedora, para quem convive com a dor e para quem cuida.
Guias para famílias
Guias familiares sobre TDAH para ajudar pais a compreender, acolher e apoiar os filhos em casa e na escola.
Como eu trabalho
Construir uma escola mais segura, acolhedora e humana é uma responsabilidade compartilhada.
Nenhum plano começa sem ouvir quem vive a situação.
Casos de crianças e famílias são tratados com discrição absoluta.
Cada encaminhamento segue o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Conteúdo acessível para professores, famílias e estudantes.
Planos feitos com a escola, adequados à realidade de cada comunidade.
Firmeza nos limites, afeto nas relações.
Investimento
Os valores são sob consulta. A proposta é montada a partir do que você precisa, para que o investimento faça sentido para a sua instituição ou para a sua família.
Solicitar propostaDúvidas frequentes
Não encontrou o que procurava? Fale direto com a Lícia.
Tirar uma dúvidaOs dois. Palestras, formações e orientação a famílias podem ser feitas por videochamada, para qualquer cidade do Brasil, ou presencialmente em Salvador, Lauro de Freitas e Região Metropolitana. Outras cidades são combinadas sob consulta.
Para escolas públicas e particulares, redes de ensino, professores, coordenadores e gestores, pais, mães e responsáveis, e instituições que trabalham com crianças e adolescentes, como ONGs e projetos sociais.
Os valores são sob consulta. Cada proposta é montada de acordo com o formato, a duração, o tamanho do público, a modalidade (online ou presencial) e o deslocamento. Basta enviar uma mensagem pelo WhatsApp com essas informações.
Sim. O trabalho começa com uma conversa de diagnóstico para entender o público, os conflitos mais frequentes e o objetivo da escola. O conteúdo, os exemplos e a dinâmica são ajustados a partir disso.
Sim. A orientação a famílias é educativa: ajuda pais e responsáveis a entender o que está acontecendo, a se comunicar melhor com os filhos e a se aproximar da escola. Ela não substitui atendimento psicológico, médico ou jurídico; quando é necessário, a família é orientada a procurar a rede de proteção.
Fique atento aos sinais, mas aja com cautela: uma abordagem invasiva pode afastar a criança. Acolha, escute sem julgar e encaminhe o caso ao Conselho Tutelar mais próximo ou a organizações competentes. Denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, de forma gratuita e anônima. Em emergência, ligue 190.
São encontros práticos com a equipe da escola sobre como identificar sinais de violência, como agir sem expor a criança, como mediar conflitos em sala e como fortalecer a relação com as famílias. O número de encontros e a carga horária são definidos com a coordenação.
Pelo WhatsApp (71) 99707-4682 ou pelo formulário do site, que já monta a mensagem com as informações principais: quem você é, o serviço de interesse, a modalidade e a cidade.
Contato
Se a sua escola deseja fortalecer vínculos, prevenir a violência e promover uma convivência saudável, conte comigo.